Parlendas sem palavras!

por Carla J. Seibert

Na postagem do dia 25/08/2012, apresentei as atividades com Canto sem palavras, que focam a atenção no material musical, livrando os participantes das preocupações com a língua nativa ou estrangeira, enquanto mantêm a interação dinâmica e pessoal da música vocal. O exemplo naquela postagem é de uma melodia cantada para aculturar os ouvidos dos alunos em determinados padrões tonais. Ritmos interessantes também a caracterizam.

Hoje gostaria de acrescentar que podemos brincar com Cantos sem palavras que focam no ritmo, desviando a atenção de questões melódicas. Estes cantos são falados sem uso da voz cantada, para concentrar a atenção em padrões rítmicos. Gosto de chamá-los de parlendas sem palavras. Gordon escreve em A Music Learning Theory for Newborn and Young Children que, segundo suas próprias pesquisas ao longo das décadas e as pesquisas de seus associados, as pessoas não aprendem melodia e ritmo simultaneamente, embora a maneira mais normal de experimentá-los seja juntos. Em outros estudos, estes pesquisadores até descobriram que temos aptidões separadas para ritmo e melodia.

Abaixo tem a gravação da parlenda sem palavras, Chuva (“Rain”, de Edwin E. Gordon, Music Play p. 94, GIA Publications). 

Here_comes_rain_again

Nas aulas procuro oferecer Cantos sem palavras, sejam os melódicos ou as parlendas rítmicas sem palavras, que expõem o aluno à diversidade rítmica e tonal, primeiro para o propósito da aculturação e, quando a criança estiver pronta, para imitação e assimilação.

Quanto a Chuva, a parlenda sem palavras gravada acima, brincamos com ela nas aulas do período depois do Carnaval este ano, quando fazia muito calor e não chovia. Imaginamos que dançávamos em uma chuva leve em umas aulas. Tem bebês e crianças que riem bastante de dançar com este canto. Suponho que é porque é novidade sentir o compasso irregular e ver alguém dançando quase mancando. Em outras aulas batemos os tempos em tapinhas leves nas costas do colega em uma espécie de massagem. Na semana do Dia Mundial da Água (22 de março de 2013, Ano Internacional da Cooperação pela Água), finalmente começou a chover e sai de casa para experimentar esta parlenda sem palavras em uma chuvinha de verdade e dançar minha gratidão pelo alívio do calor.

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